Drop
Notas operacionais sobre comércio digital com canal indireto.
- Fulfillment: Luxo prova que excelência vence preço — Numa palestra, Kelvyn Benites resumiu como construiu um ecossistema de relógios de luxo. Três lições suas — dividir, servir e relacionar — são o manual de margem que a indústria de canal ainda não leu.
- Conflito de canal é a desculpa mais cara da indústria. — Há três anos a indústria adia o D2C com medo de irritar o distribuidor. Enquanto isso, R$ 5,8 bilhões passaram direto pelas marcas em 2025 — e o conflito que ela teme já mudou de lado.
- Sell-in não é venda. É estoque que mudou de CNPJ. — A indústria contabiliza como faturamento o que ainda está parado no distribuidor. Receita real é sell-out — giro pro consumidor. Quem não opera o canal com dado empilha estoque no CNPJ do parceiro e chama de meta batida.
- O take do marketplace não é a comissão que aparece no anúncio. — A comissão do Mercado Livre começa em 10%. Some custo fixo por unidade, frete grátis absorvido e Product Ads, e no ticket baixo o take efetivo passa de 40%. Onde mora sua margem?
- Monin Brasil ligou o D2C — uma leitura editorial da semana 1 — A francesa de 100 anos, fábrica nova de R$400M em Itu, ativou venda direta com Distribuidor Digital. Como ler a jogada antes do payback.
- O fim do distribuidor passivo — Distribuidor que só intermedia pedido está morrendo. O que sobrevive é o distribuidor que opera digital — com dado, mix exclusivo, governança.
- D2C não é canal. É infraestrutura de dado. — A maior parte da indústria brasileira ainda enxerga D2C como uma loja virtual. Quem enxerga como sistema de dado opera diferente — e fica com a margem, o lançamento e o consumidor.
- A Growth não tinha meta. Só obsessão. — Os fundadores da Growth contam como criaram um gigante D2C com R$700, ignorando EBITDA e capital de risco. A arma secreta: simplicidade radical e execução brutal.
- A corrida agora é dos ecossistemas, não dos marketplaces — Os maiores players do e-commerce não são mais só lojas. São ecossistemas que misturam varejo, mídia e logística, e a estratégia de uma marca para um não serve para o outro.
- A arquitetura da autoridade — Autoridade é uma construção deliberada, não um acaso. Álvaro Schocair, fundador da Link School, detalha as 7 alavancas para projetar credibilidade — do conselho consultivo à estrutura física.